Acidentes com Animais Peçonhentos
Aciedentes com animais peçonhentos
Estima-se que no mundo ocorra cerca de mais de 5 milhões de acidentes, com serpentes por ano com mortalidade de associada de 125.000.
No Brasil são registrados 25.000 acidentes por ano.
Gênero Bothrops:

També conhecida como Caiçaca, Jararacuçu, Urutu ou cotiara, é uma cobra que vive em locais úmidos sendo responsavél pelo maior numero de acidentes.
O envenenamento causado pela jararaca é chamado de botrópico.
O veneno dessa cobra provoca:
Manifestações precoces até 3 horas após o acidente
dor imediata
edema, calor e rubor intenso no local picado
hemorragia no local da picada ou distante dela
Complicações:
bolhas, gangrena e abscesso
insuficiência renal aguda.
Tratamento:
Administração do soro antibotrópico (SAB) IV e, na falta deste, antibotrópicolaquética (SABL) 02 a 12 ampolas. (des acordo com o peso e sintomas do paciente).
Se o tempo de coagulação permanecer alterado 24 horas apos a soroterapia, está indicada a dose adicional de duas ampolas de antiveneno.
Medidas gerais devem ser tomadas como:
manter elevado e estendido o segmento picado. (para nao aumentar a pressão)
emprego de analgésicos para alívio da dor
hidratação; manter o paciente hidratado com diurese entre 30/40ml hora no adulto, e 1 a 2 ml/kg hora na criaça.
antibioticoterapia; o uso de antibióticos devera ser indicado quando houver evidencia de infecção. As bactérias encontradas geralmente são sensiveis ao Clorafenicol.
Dpendendo da evolução clínica, podera ser indicada a associação com clindamicina com aminoglicosideos.
Complicações locais:
sindrome compartimental. ( edema e disturbio da coagulação, vai levar a hipoxia)
necrose
infecção secundária
abscesso
deficit funcional
Gênero Crotalus

Cascavél, possui veneno que não provoca importante reação no local da mordida, mas pode levar a morte.
o envenenamento causado é chamado de crotálico.
O veneno desta cobra provoca:
Ação neurotòica: ocorre bloqueio neuromuscular do qual decorrem as paralisias motoras apresentadas pelos pacientes.
Ação miotóxica: produz lesões de fibras musculares esqueléticas (rabdomiolise) (dano na fibra do musculo liberando a mioglobina para o soro do sangue) posteriormente escretada pela urina. A mioglobina e o veneno possuem atividade hemolitica. (vai paresentar disturbio de coagulação).
Ação coagulante: decorre de atividade do tipo trombina que converte o fibrinogenio diretamente em fibrina. o consumo do fibrinogênio pode levar a incoagulabilidade sanguinea. (o doente pode sangrar)
Geralmente não ha redução do numero de plaquetas, as manifestações hemorragicas, quando presentes, são discretas.
Manifestações sistêmicas:
Gerais: mal estar, prostação (incapacidade de se locomover), sudorese, naúseas, vômitos, sonolência ou inquietação e secura da boca podem aparecer precocemente.
Neurológicas: decorrem da ação neurotóxica do veneno, surgem nas primeiras horas após a picada, e caracterizam facies miastenicas (facies neurotóxicas de Rosenfeld)
evidenciadas por ptose palpebral uni ou bilateral, flacidez da musculatura da face, alteração do diametro pulpilar incapacidade de movimentação.

Medidas Gerais:
soro anticrotálico: 5 a 20 ampolas
hidratação: prevenção da insuficiência renal aguda
indicação precoce de metodos dialiticos
nops casos de parada cardiorespiratória: ventilação mecânica.
Gênero Lachesis
A surucucu também chamada de pico de jaca ou surucutinga, provoca reações semelhantes ao veneno das jararacas (hemorragia, edema no local da mordida, diarréia).

Essas cobras causam o chamdo envenenamento laquético.
O veneno desta cobra provoca:
Hipotensão arterial, tonturas, escurecomento de visão, bradicardia, cólicas abdominais e diarréia.
Os acidentes Laquéticos são classificados como graves e moderados. Por serem serpentes de grande porte e terem grande quantidade de veneno a gravidade é avaliada segundo sinais locais e pela intensidade das manifestações sistêmicas.
As complicações locais ( sindrome compartimental,necrose, infecção secundaria, abscesso, deficit funcional) também podem estar presente no acidente laquético.
Tratamento:
Especifico
O soro antilaquético SAL, ou o antibotrópico laquético SABL deve ser utilizado IV 10 a 20 ampolas.
Nos casos de acidente laquético comprovado e na falta dos soros especificos, o tratamento deve ser realizado com o soro antibotrópico, apesar deste não neutralizar de maneira eficaz a ação coagulante do veneno laquético.
Geral:
A hidratação adequada é fundamental importância na prevenção da insufici~encia renal aguda e será satisfatória se o paciente mantiver o fluxo urinario de 1 ml a 2 ml/kg/hora na criança e 30 a 40 ml/hora no adulto.
Gênero Micrurus Elapídico
Popularmente conhecida por coral, coral verdadeira ou Boicorá.
Existem serpentes não peçonhentas com o mesmo padrão de coloração das corais verdadeiras, porém desprovidas de dentes inoculadores, são denominadas falsas corais.
Essas cobras causam o envenenmanento Elapídico.
O veneno desta cobra provoca:
Sintomas podem sugir precoçemente, em menos de uma hora após a picada.
Manifestações locais: discreta dor local, geralmente acompanhada de parestesia com tendência a progressão poximal.
Manifestações sistêmicas: inicialmente o paciente pode apresentar vômitos, depois pode surgir um quadro de fraqueza muscular progressiva ocorrendo ptose palpebral, oftalmoplegia e a presença de facie miastênica ou neurot´xica, dificuldades para a manutênção da posição ereta, mialgia localizada (dor no musculo), ou generalizada e dificuldade para deglutir em virtude da paralisia do véu palatino, podendo haver evolução para insuficiência respiratória aguda e apnéia. (perigo de parada).
Tratamento:
Tratamento especifico: soro antielapídico SAE deve ser administrado na dose de 10 ampola iv. Todos os cassos de acidenbte por coral com manifestações clínicas devem ser comciderados como potencialmente grave.
Tratamento geral:
Nos casos com manifestações clínicas de insuficiência respiratória, é fundamental manter o paciente adequadamente ventilado, seja por mascara e ressucitador manual, intubação traqueal e até mesmo por ventilação mecânica.
Escorpionismo
Os escorpiões entre dentre os aracnideos, são os mais frequentemente causam acidentes. Os mais comuns no Brasil são Tityus bahiensis (escorpião preto)

Tityus serrulatus (escorpiãso amarelo)

AÇÃO DO VENENO
Dor local e efeitos complexos nos canais de sódio, produzindo despolarização das terminações nervosas pós ganglionares, com liberação de catecolaminas (neurotrasmissores (norepinefrina, epinefrina e dopamina) ) e acetilcolina.
Estes determinam o aparecimento de de manifestações orgânicas decorrentes da predominancia dos efeitos simpáticos ou parassimpáticos.
QUADRO CLÍNICO
Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa
Digestivos: nauseas, vômitos, sialorréia, e mais raramente dort abdominal e diarréia.
Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipo tensão arterial, insuficiência cardiaca congestiva e choque.
Respiratórios: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo
Neurológicos: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores (aumento do tônus muscular e rigidez).
A gravidade depende de fatores como o tamanho do escorpião a sua espécie, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno, influe na evolução o diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro antidoto e a manutenção das funções vitais.
Classificação dos acidentes:
Leves: apresentam apenas dor no local da picada e as vezes parestesia.
Moderados: caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese discreta, naúseas e vômitos ocasionais taquicardia, taquipnéia e hipertensão leve.
Graves: sudorese profusa, vômitos incoerciveis, salivação excessiva alternância de agitação com prostação, bradicardia, insuficiência cardiaca, edema pulmonar, choque convulsões e coma.
Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.
Tratamento
Sintomático:
Consiste no alivio da dor por infiltração de lidocaina a 2% sem vasoconstritor 1ml a 2ml para crianças, 3ml a 4ml para adultos, no local da picada ou uso de dipirona na dose de 10mg/kg de peso a cada 6 horas.
Os distúrbios hidroeletroliticos e ácidos básicos devem ser tratados de acordo com as medidas apropiadas a cada caso.
Especifico:
Administração de soro antiescorpiônico SAEEs ou antiaracnídico SAAr aos pacientes com forma moderadas e graves de escorpionismo> o objetivo da soroterapia especifica é neutralizar o veneno circulante. A dor local eos vômitos melhoram rapidamente a´pós a administração da soroterapia especifica.
